Participei da minha primeira reunião no DASA. É estranho, engraçado até. Minha primeira surpresa foi descobrir que as reuniões são num prédio acima de qualquer suspeita, no Centro do RJ. Bem na rua onde trabalhei durante 2 anos. Entre na sala, no 9º andar do discreto prédio, e deparei com 4 pessoas sentadas em U, com um deles, um senhor de idade avançada, falando dos seus problemas. Botando pra fora as coisas que aconteceram com ele enquanto não podia dar amor às pessoas ao seu redor. Ali, cada um estava por um motivo. Aquele senhor, porque tinha se livrado do vício do álcool e do sexo fútil, havia casado, estava feliz, e sentia que devia ajudar as pessoas que estavam perdidas e sem rumo. A moça que estava mais próxima de mim, perto da porta, tinha traumas de relacionamentos. Sempre se envolveu com homens que não tinha muito juízo, e era sempre descartada em pouco tempo de namoro. Por isso, logo no início dos relacionamentos, ela procurava viver 1000 anos em 10, bebendo e fazendo sexo loucamente. E quando ele não dava conta (ou não estava por perto), ela viajava em sites pornográficos, se masturbando freneticamente “por horas” como ela disse.

Um terceiro rapaz tem problemas psiquiátricos, se separou da esposa, e desde então, não consegue se relacionar, porque tem medo de ser abandonado quando estiver gostando demais de alguém.

E eu, estava ali numa jornada de auto-conhecimento. Os desejos que venho sentindo nos últimos meses começaram a fazer com que eu me questionasse se o modo como lido com minha libido é a ideal. As coisas que vinham acontecendo, desde a mudança para um lugar diferente de onde fui criado, até o fim de um relacionamento que eu achava que era sólido, me fizeram buscar um refúgio, um subterfúgio talvez.

Sou professor universitário. Vez ou outra, uma aluna se insinua pra mim. Não sou um deus grego, mas tenho os meus atrativos, e a figura do professor, mesmo em universidade, ainda atrai um pouco as alunas. E eu simplesmente não consigo resistir. Sei que não é correto por alguns motivos, que fazem muito sentido pra mim. Postura profissional é um deles. Sim, eu valorizo isso, apesar de vir pecando nisso ultimamente.

Estou empolgado com a reunião. Não quero me “curar” de nada, porque não há nada a ser curado. Apenas que me encontrar, mesmo sem necessariamente estar perdido…