É. Decidi. Como minha companhia me disse que vai me dar um bolo, vou sozinho à Festa18A. Faz tempo que eu não vou numa casa de swing, e depois da resposta super simpática que recebi por e-mail da Alice (que organiza a festa), não posso falta. Sem falar que o estresse ta foda aqui no trabalho.

Quem quiser aparecer, é só se informar aqui.

É como diz a Rachel, sexo ruim não vale a pena. E o de anteontem foi assim: sem graça, xoxo, no piloto automático. Geralmente não me importo, mas depois de uma semana estressante de trabalho, o mínimo que eu espero de um sábado à noite é uma foda bem dada (e bem recebida). Ou talvez eu esteja balizando minha aeromoça como medida, o que é uma injustiça. Ah sei lá…

Estava com saudade dela. Nos conhecemos num evento em que eu palestrei em Belo Horizonte. Na hora do coffe break trocamos cartões, olhares e sorrisos. Ela trabalha numa companhia aérea, e viaja muito a trabalho. Eu estou sempre aqui no RJ, o que nos impede de nos encontrarmos com freqüência. Por isso, aproveitamos ao máximo as raras oportunidades que temos. Sempre íamos a um motel quando ela passava pelo RJ. Só que essas oportunidades se tornaram mais raras quando ela foi transferida para Curitiba. Os e-mails continuaram tão sacanas quanto antes, mas a vontade de realizar tinha que ser usada com outras pessoas, lá e aqui. Mas não neste fim de semana.

Nos vimos ontem depois de quase 6 meses, e prometi a ela que ia proporcionar a transa do século (pretensioso, pode falar). Ela sempre teve vontade de experimentar alguns brinquedos de sex shop, e essa foi a nossa vez. Ela comprou antes de embarcar lá no Sul e trouxe na mala para nós.

Fui buscá-la no aeroporto e fomos almoçar. Comemos num restaurante do Centro mesmo, conversamos sobre o trabalho, sobre a vida na cidade nova, e aproveitei para fazer um elogio (justo e sincero) aos seus cabelos, que ficaram lindos com o novo corte que ela adotou. Falamos sobre o clima, ela aproveitou e me provocou dizendo que em Curitiba todo dia é bom para namorar. Falamos sobre amenidades, quando de repente ela faz o que sabe fazer de melhor: me pegar desprevenido.

– Mas o trabalho lá e melhor do que em BH?

– O trabalho é igual, só o salário que é melhor mesmo, e o custo de vida é bem menor.

– Um amigo meu comentou isso. Vendeu um apartamento no Leblon, e vai comprar um apê lá em Curitiba, e ainda vai sobrar uma grana pra ele começar a abrir uma livraria. Ele só sente falta é dos amigos, da praia, das coisas do Rio mesmo…

– Eu também sinto falta de algumas coisas.

– Como o que?

– Da sua cara quando está com tesão me pegando de 4, socando forte e gemendo bem alto…

Parei o garfo no ar. Juro que não esperava por isso, embora isso fosse bem típico dela. E como eu bem a conhecia, isso era uma senha para sairmos do restaurante e irmos direto pro hotel onde ela ficaria hospedada.

amorchuveiroEntramos no quarto em silêncio, peguei sua mão e a levei até a cama. Eu adoro fazer isso, guiar a mulher até a cama como um mestre, um tutor. Ela é muito boa de cama, o que torna esse gesto redundante, mas não menos prazeroso. Comecei a beija-la devagar como ela gosta, descendo pelo pescoço a até os seios por cima da blusa. Apertei forte contra meu rosto, sentindo os bicos se endurecendo. Ela me pediu para tomar banho com ela, e fomos pro box. Confesso a vocês que não sou o maior fã de sexo embaixo d’água, mas com ela eu faço qualquer coisa. Nos esfregamos quase nos unindo em um só, e gradativamente o clima ia ficando menos romântico e mais selvagem. Acho que porque entre nós nunca houve muito romantismo, então essa sempre foi a via natural do sexo. Primeiro ela me chupou, mas o tom no olhar dela me dizia que ela estava fazendo isso muito mais para me agradar do que por gostar. E logo eu, que estava em minha cidade natal. Ela é que tinha pego um avião para me ver. Tudo bem que ela não paga a passagem, mas ela veio! Eu é que tenho que fazer os agrados.

Deixei-a chupar um pouco, mas tomei-a pelo braço, pus de frente para a parede e comecei a lamber sua nuca. Fui descendo devagar, até chegar na bunda. Macia, carnuda, gostosa e tesuda demais. Abri as nádegas e enfiei a língua devagar. Seus gemidos eram o sinal que estava no caminho certo. Entre um gemido e outro, após alguns minutos, ela me pede “me come aqui mesmo em pé”. Dei uma de malvado, e neguei. Falei que ia proporcionar algo melhor ainda. “Vamos pra cama” “Ok”…

Participei da minha primeira reunião no DASA. É estranho, engraçado até. Minha primeira surpresa foi descobrir que as reuniões são num prédio acima de qualquer suspeita, no Centro do RJ. Bem na rua onde trabalhei durante 2 anos. Entre na sala, no 9º andar do discreto prédio, e deparei com 4 pessoas sentadas em U, com um deles, um senhor de idade avançada, falando dos seus problemas. Botando pra fora as coisas que aconteceram com ele enquanto não podia dar amor às pessoas ao seu redor. Ali, cada um estava por um motivo. Aquele senhor, porque tinha se livrado do vício do álcool e do sexo fútil, havia casado, estava feliz, e sentia que devia ajudar as pessoas que estavam perdidas e sem rumo. A moça que estava mais próxima de mim, perto da porta, tinha traumas de relacionamentos. Sempre se envolveu com homens que não tinha muito juízo, e era sempre descartada em pouco tempo de namoro. Por isso, logo no início dos relacionamentos, ela procurava viver 1000 anos em 10, bebendo e fazendo sexo loucamente. E quando ele não dava conta (ou não estava por perto), ela viajava em sites pornográficos, se masturbando freneticamente “por horas” como ela disse.

Um terceiro rapaz tem problemas psiquiátricos, se separou da esposa, e desde então, não consegue se relacionar, porque tem medo de ser abandonado quando estiver gostando demais de alguém.

E eu, estava ali numa jornada de auto-conhecimento. Os desejos que venho sentindo nos últimos meses começaram a fazer com que eu me questionasse se o modo como lido com minha libido é a ideal. As coisas que vinham acontecendo, desde a mudança para um lugar diferente de onde fui criado, até o fim de um relacionamento que eu achava que era sólido, me fizeram buscar um refúgio, um subterfúgio talvez.

Sou professor universitário. Vez ou outra, uma aluna se insinua pra mim. Não sou um deus grego, mas tenho os meus atrativos, e a figura do professor, mesmo em universidade, ainda atrai um pouco as alunas. E eu simplesmente não consigo resistir. Sei que não é correto por alguns motivos, que fazem muito sentido pra mim. Postura profissional é um deles. Sim, eu valorizo isso, apesar de vir pecando nisso ultimamente.

Estou empolgado com a reunião. Não quero me “curar” de nada, porque não há nada a ser curado. Apenas que me encontrar, mesmo sem necessariamente estar perdido…

Começando. Sem saber muito bem onde vai dar, mas expondo meus demônios, anjos, taras e pensamentos. Fique à vontade para fuçar, mas é por sua conta e risco.

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